sexta-feira, 14 de setembro de 2012

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Bóson de Higgs



A confirmação da existência de uma partícula que tem grandes chances de ser o bóson de Higgs nesta quarta-feira representa o ápice de uma longa saga científica. Mais do que completar um complexo quebra-cabeças teórico proposto no início da década de 1970, o anúncio dessa misteriosa partícula coroa os esforços de milhares de cientistas ao redor do mundo que dedicaram suas vidas a entender como o maquinário fundamental do universo funciona. A verificação experimental do bóson de Higgs não trará a cura da aids nem resolverá o problema da fome do mundo, mas não deixa de ser uma vitória do homem sobre a natureza. É bom que a civilização tenha espaço para esse tipo de empreendimento.
O bóson de Higgs é uma partícula subatômica prevista há quase 50 anos. Após décadas de procura, os físicos ainda não conseguiram nenhuma prova de que ela exista. O Higgs é importante porque a existência dele provaria que existe um campo invisível que permeia o universo. Sem o campo, ou algo parecido, nada do que conhecemos existiria. Os cientistas não esperavam detectar o campo, mas sim uma pequena deformação nele, chamada bóson de Higgs.
Até o início da década de 1970, o conhecimento humano do mundo subatômico era uma baderna. Havia muitas teorias – modelo quark, teoria Regge, de Calibre, Matriz-S, entre outras –, prevendo centenas de partículas e complexas relações entre elas. Mas elas só conseguiam explicar pequenos pedaços da realidade. "Não estava claro qual modelo era o correto", escreveu o físico britânico Stephen Wolfram na revista americana Wired. "Algumas teorias pareciam vazias, outras eram profundas e filosóficas. Algumas eram sofisticadas, e outras, entediantes."


fonte : http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/a-incrivel-saga-do-boson-de-higgs

sábado, 1 de setembro de 2012

Lua Azul


Fenômeno da Lua Azul encanta os moradores do Distrito Federal

A cada dois ou três anos, um fenômeno no céu chama a atenção: a Lua Azul. O termo, no entanto, não faz jus à aparência do astro, que mantém a cor branca original. O nome indica que, pela segunda vez em um mesmo mês, ela fica cheia. Apaixonados por astronomia e curiosos se reuniram ontem à noite na Praça dos Três Poderes a fim de apreciar o acontecimento. Integrantes do Clube de Astronomia de Brasília (Casb) disponibilizaram 15 telescópios para os interessados, que chegavam a todo momento.




Muitos acreditavam que a Lua estaria realmente azul. Mas a beleza do astro compensou qualquer frustração. Além disso, os equipamentos miravam para outros planetas e estrelas, o que encantou os brasilienses. A estudante de marketing Nayara Gonçalves Figueiredo, 23 anos, acreditava que a cor da Lua estaria diferente. “Eu achei de verdade que estaria azul”, assumiu. “Minha amiga me falou do evento e viemos. É interessantíssimo, nunca tinha visto num telescópio. De longe parece lisa, mas é cheia de crateras”, completou. A amiga dela Carla Marjore Diógenes, 23, estudante de pedagogia, garante que já sabia do fenômeno. “Aparentemente, é uma Lua cheia como qualquer outra”, analisou.



  
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